10:51 am, paratii2
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01:19 pm, paratii2
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O Paratii2 descansando no Guarujá, depois de uma ótima viagem de retorno.

O Paratii2 descansando no Guarujá, depois de uma ótima viagem de retorno.


09:38 am, paratii2
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Paratii2 ancorado em Port Stanley.

Paratii2 ancorado em Port Stanley.


09:13 am, paratii2
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Paratii2 ancorado em Port Stanley.

Paratii2 ancorado em Port Stanley.


10:57 am, paratii2
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Drake

Oi Marina

De todos esse foi o meu Drake mais duro. Primeiro ficar sem um motor logo na saída, porque a bucha do eixo no hélice, descolou. O motor funciona mas não dá pra deixar ligado. Segundo, desde o dia em que saímos de Melchior o vento está simplesmente na cara. Vento mínimo de 25 nós e só um motor empurrando tudo contra ondas e vento. E as previsões uma pior que a outra. O Walter das formigas já teria dito que isto não pode ser verdade, deve ser mais uma pegadinha do Faustão… eu diria pegadinha coisa nenhuma, isto é uma pisada de dinossaro. Ontem, 58 nós na cara, e um barulho estranho no agora único motor. Ah! E mais o piloto que não consege manter o rumo porque a proa está muito leve, o vento muito forte e o mar muito desmontado, e dispara um alarme que faz o coração subir até as amigdalas. Ah, e mais o leme hidráulico que não funciona provavelmente porque o óleo está muito frio e por que o servo hidráulico fica no motor que não podemos ligar… As velas, com esse vento e ondas tivemos que enrolar na retranca como se fossem alheiras ou calabresas, senão voariam em pedaços. Lenta, lenta subida contra o vento e os alarmes disparando a todo instante, parece um festival de horrores. Se olhar demais pra algum instrumento ele apita ou desliga… Ainda bem que os motores em si nunca deram problema agora que estamos pendurados num só. E então esta manhã o único e fiel motor começa a falhar até parar. Horas lutando pra tentar entender porque o desgraciado liga mas apaga, qual o problema. Depois de todas as conjecturas possiveis arrancamos as mangueiras de alimentação e aí apareceu o mistério, os filtros estavam com algas, ou Kikos marinhos ou lesmas venusianas, já não sei bem.

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03:45 pm, paratii2
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O Amyr partiu rumo a Antártica no dia 3 de outubro, a bordo do MV Ushuaia.

Ao chegar em Port Lockroy, desembarcou com provisões frescas e embarcou no Paratii2.

Tudo em ordem a bordo! Ana e Flavinho retornaram a América do Sul no mesmo navio, felizes com a experiência vivida.

Cabos soltos e já com o barco flutuando no gelo novamente, no dia 16 de novembro de 2010, iniciaram seu retorno ao Brasil.

Hoje recebemos este e-mail, enviado pelo Amyr:

"Deixamos Melchior às 10:45h desta manhã. A previsão de Drake ainda não é boa, com ventos sempre contrários, mas o barco segue bem, 10% do balanço do Australis, quando muito. A ida de Dorian para Melchior anteontem foi um bom teste, 50 milhas em 8 horas, com nevasca na cara, de 20 a 40 nós que não parou nem um minutinho. Gelo o tempo todo no caminho só que nao dava pra olhar pra frente e nem deixar o piloto automático ligado. Eu pilotava como o Charles Lindberg que não tinha janela para frente, olhando só para os lados. O óculos de mecânico foi o que funcionou melhor para os flocos não baterem nos olhos, mas, mesmo assim, embaçava bem.

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11:18 am, paratii2
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03:10 pm, paratii2
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O Paratii2 volta a flutuar …

O Paratii2 volta a flutuar …


01:58 pm, paratii2
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Desencalhe

Desencalhamos, boiamos, navegamos e o Paratii2 depois de nove meses, mesmo que por pouco tempo, deixou vazia a baia Dorian. Só por alguns minutos, sentimos saudades e voltamos logo a reencontrar os cabos de atracação que nos esperavam ali mesmo na água, uns boiando e outros afundados demarcados com bóias. Agora novamente em segurança, voltamos a ocupar o centro da baia, balançando ao vento como um barco de verdade e não mais como uma casa fixa na beira da praia. O barco está totalmente pleno, positivo e operante!

A manobra não foi simples, mas eficaz, rápida e segura. Usamos dois pontos de tração pela popa com redução dois pra um, usando roldanas nas pedras, as catracas e o guincho de ancora de popa. Contamos com hora exata de maré cheia e o finalmente foi dado com a propulsão dos motores. Sem vento, deslizamos para trás sobre as estivas de garapa apoiadas nos pedregulhos da costeira. Um momento demasiadamente especial!

Agora o maior trabalho está sendo escavar e recolher todo o material de atracação e tração que nos manteve esse ano em nossa posição de invernagem. Cabos, correntes, roldanas e manilhas escondidas debaixo de muita, muita neve. Será um trabalho árduo antes de regressarmos ao Brasil. Avaliamos, mas ainda não sabemos com exatidão a profundidade que tudo isso se encontra abaixo da neve. Com certeza não é pouca quando nos baseamos nas paredes de gelo que agora fazem o contorno interno da baia que começa a despencar como glaciares. Vamos recolher tudo e aqui não ficará nada. A Baia Dorian está maravilhosa com seus contornos brancos se desmanchando, anunciando o verão.


10:38 am, paratii2
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Ainda neva bastante em Dorian.

Ainda neva bastante em Dorian.